O dia de finados na visão espírita
A conexão entre encarnados e desencarnados se fortalece através das vibrações do amor. Quando lembramos dos que amamos com carinho, gratidão e esperança, enviamos a eles uma corrente de luz que lhes atinge, onde quer que estejam. Este é o verdadeiro conforto que podemos oferecer: nossa prece, nossos bons pensamentos, a vibração da paz. Assim, nossos entes queridos sentem-se consolados e envolvidos pela nossa lembrança carinhosa, que lhes aquece a alma e lhes dá alento, exatamente como ocorre quando oramos por alguém que está ao nosso lado. E não só em Finados, mas em todos os dias em que a saudade nos toca e o amor se faz presente.
É natural que, ao lembrarmos dos que partiram, sintamos um aperto no peito, um vazio que parece crescer em certos momentos. Mas precisamos compreender que este vazio é apenas uma sensação terrena, pois a verdadeira essência de quem amamos está viva, em algum lugar desse vasto Universo de Deus, nas moradas celestiais que Jesus nos revelou. Ali, eles continuam a crescer, a aprender, a evoluir, sem jamais deixarem de nos amar e de nos envolver com suas vibrações de amor e de paz. A morte é, na realidade, um despertar, uma nova etapa da vida que nos espera a todos, em diferentes tempos e formas, mas que representa a continuidade de nossa existência.
No entanto, vale lembrar que cada espírito vive a sua jornada conforme seu grau de entendimento e evolução. Alguns podem demorar a se aproximar de nós, pois ainda estão em processos de adaptação no plano espiritual. Outros, contudo, nos visitam com mais frequência, tocados pelas nossas lembranças e chamados sinceros. Em ambos os casos, o que realmente os atrai é a sinceridade do nosso coração, a intensidade do nosso amor, que ultrapassa as barreiras físicas e chega até eles como um abraço silencioso, porém repleto de significado.
Quando visitamos o cemitério, façamos isso com respeito, mas não nos deixemos prender pela visão de tristeza e fim. Ao invés disso, aproveitemos este momento para fortalecer nossa fé na continuidade da vida e na eternidade do espírito. Elevemos o pensamento em oração e ofereçamos uma prece serena, que traga paz, conforto e harmonia aos que já não estão conosco em matéria, mas permanecem vivos em espírito. Este é o verdadeiro tributo que podemos oferecer: uma vibração de amor que alcance a quem amamos, independentemente de onde estejam.
Na grandeza da criação divina, a separação física é apenas um detalhe temporário, pois a nossa essência é eterna. Se desejamos homenagear nossos entes queridos, façamos isso com gestos simples e sinceros, como uma flor em um porta-retratos, uma prece ao lado da família ou um pensamento de gratidão. Que o Dia de Finados seja, então, uma data de paz e lembranças, onde exaltamos a vida que segue adiante e o amor que permanece. Pois, afinal, sabemos que ninguém morre, e que a vida é um presente que Deus nos concede para aprender e evoluir, sem nunca perder o vínculo com os que amamos.
Que possamos, hoje e sempre, relembrar aqueles que nos são caros, não com tristeza, mas com a certeza de que a vida é eterna e de que os reencontros são certos. Em nossa prece, enviemos luz e amor aos nossos entes queridos, sabendo que esta é a maior homenagem que podemos oferecer. Que seja um dia de paz, de esperança e de renovação, onde exaltamos a vida e a continuidade do espírito, unidos pela imortalidade e pelo amor que nunca morre.
Redação: Recados da Vida Maior
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